O Comitê da Bacia Hidrográfica do Coreaú realizou, nesta quarta-feira (25) , sua 74ª Reunião Ordinária, no lSISAR (Sistema Integrado de Saneamento Rural), em Sobral. O encontro reuniu membros do colegiado, técnicos e representantes de instituições parceiras para discutir o planejamento anual, a situação hídrica da bacia e a definição da operação emergencial para 2026.

Entre os principais pontos de pauta esteve o planejamento das atividades do Comitê para o ano de 2026. Na ocasião, foram definidos os meses em que ocorrerão as reuniões ordinárias e extraordinárias, além do calendário de encontros das Câmaras Temáticas de Água e de Gênero e Mulheres, também como as próximas visitas técnicas que serão realizadas pelo comitê.

Avaliação da operação 2025.2

Outro ponto discutido foi a avaliação da Operação 2025.2 da Bacia do Coreaú e a definição da operação emergencial para 2026.

O coordenador de operações da COGERH de Sobral, Guilherme Farias, apresentou a situação atual dos reservatórios da bacia:

  • Angicos – 66,89%
  • Diamantino II – 64,29%
  • Gangorra – 68,50%
  • Itaúna – 72,58%
  • Martinópole – 42,46%
  • Premuoca – 46,98%
  • Trapiá III – 79,49%
  • Tucunduba – 63,41%
  • Várzea da Volta – 51,02%

dados do dia 24 de fevereiro

No total, a Bacia do Coreaú acumula 190,4 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 65,168% de sua capacidade máxima.

Definição da operação emergencial 2026

Após amplo debate em plenária, considerando os dados apresentados pela COGERH e seus técnicos, bem como o Plano de Seca elaborado recentemente para o Açude Angicos, localizado no município de Coreaú, foi deliberada a operação emergencial com vazão de 370L/s para o reservatório.

A medida prevê a possibilidade de liberação controlada de água durante a quadra chuvosa, caso necessário. Também foi definida pela plenária a operação emergencial para o Açude Gangorra, com vazão de 152,00 L/s.

Monitoramento climático e prognóstico para 2026

Durante a reunião, o pesquisador da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), Domingo Sales, apresentou o monitoramento das condições de tempo e clima e o prognóstico climático para o trimestre de fevereiro, março e abril (FMA) de 2026 no Ceará.

Segundo a análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala, como ventos em superfície e altitude, pressão ao nível do mar e temperatura da superfície do mar, aliada a modelos numéricos globais, regionais e estatísticos de instituições meteorológicas do Brasil e do exterior, o cenário indicado aponta:

  • 40% de probabilidade para chuvas abaixo da normal;
  • 40% de probabilidade para chuvas em torno da normal;
  • 20% de probabilidade para chuvas acima da normal.

O estudo considera dados e modelos da própria Funceme, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do CPTEC/INPE, entre outras instituições.

O técnico destacou ainda que as chuvas registradas até o momento são consideradas de pré-estação, não configurando o início oficial da quadra chuvosa. A tendência para os próximos dias indica precipitações no centro-norte e na porção sul do Estado.

Essa construção coletiva reforça a importância da gestão participativa dos recursos hídricos, de forma integrada e sustentável garantindo o uso responsável da água.

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