Nesta quinta-feira (11), a comunidade de Passagem do Vaz, em Chaval, recebeu a reunião de acompanhamento do açude Itaúna e a apresentação do Projeto Sertão Vivo, em um encontro que reuniu representantes da Cogerh, da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, moradores e lideranças locais. A atividade teve como objetivo atualizar a população sobre a situação do reservatório e apresentar iniciativas voltadas ao fortalecimento da resiliência climática no Semiárido.

O Coordenador de Operações da Gerência da regional da Cogerh das bacias do Acaraú e Coreaú, Guilherme Farias, apresentou a situação do açude Itaúna, hoje com 50,5 milhões de m³, o que corresponde a 69,81% de sua capacidade total.

De acordo com levantamentos realizados pela Companhia, o reservatório apresenta uma pequena baixa de 2,35%, considerada normal para o período e associada principalmente ao processo de evaporação decorrente das altas temperaturas. Mesmo com essa variação, o açude segue dentro da média de operação observada nos demais reservatórios da bacia, reforçando sua importância e responsabilidade para o território que abastece.

Após o monitoramento do açude, foi apresentado o Projeto Sertão Vivo, que tem como objetivo central transformar os sistemas produtivos da agricultura familiar do Semiárido nordestino, aumentando a produção, ampliando a resiliência climática e garantindo mais estabilidade de renda e segurança alimentar às famílias. A iniciativa também busca estimular a permanência dos jovens no campo e fortalecer práticas que contribuam tanto para a adaptação quanto para a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

O projeto prevê ações voltadas ao aumento da resiliência dos sistemas agrícolas, à restauração do bioma Caatinga e à promoção de serviços ambientais na região. Outro eixo importante é a ampliação do acesso à água para produção, por meio da implementação de tecnologias sociais de captação, reutilização, tratamento e armazenamento, reduzindo os impactos das secas severas e promovendo melhor qualidade de vida no campo.

Também integra o projeto um forte componente de gestão do conhecimento, que envolve a sistematização e disseminação de práticas resilientes, além da capacitação de mulheres, jovens e comunidades tradicionais, valorizando o papel desses grupos como agentes de conhecimento e inovação em seus territórios.

A iniciativa deve atender 63 mil famílias, alcançando aproximadamente 252 mil pessoas entre agricultores familiares, assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, mulheres, jovens e populações em situação de insegurança alimentar. O projeto é direcionado especialmente às áreas rurais com maior incidência de pobreza, vulnerabilidade climática e exposição histórica à seca, atuando em 8 territórios e 72 municípios cearenses.

O Sertão Vivo é uma realização do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário, com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Fundo Verde do Clima e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

A comunidade de Passagem do Vaz será incluída no Projeto Sertão Vivo, cuja implementação está prevista para começar em março de 2026, trazendo novas oportunidades de fortalecimento produtivo e de convivência com o Semiárido para as famílias locais.

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