Nesta sexta-feira (12) de junho, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Coreaú realizou a 2ª edição do Projeto Conhecendo a Bacia, realizando uma experiência de imersão no território e de aproximação com as realidades socioambientais da região.

A programação teve início na Comunidade Agrovila, situada no entorno do Açude Gangorra, onde foi realizada uma roda de conversa entre membros do CBH Coreaú, representantes da Comissão Gestora do açude e demais participantes.

O momento foi dedicado à troca de experiências e ao diálogo sobre os desafios enfrentados pela comunidade, especialmente aqueles relacionados à gestão dos recursos hídricos, ao uso da água e às perspectivas de desenvolvimento sustentável da região.

Em seguida, o grupo visitou a área conhecida como Piçarreira, local de extração do material utilizado na construção da parede do Açude Gangorra. Durante a visita, a Comissão Gestora apresentou uma proposta de recuperação ambiental do espaço por meio de ações de reflorestamento, visando restaurar a cobertura vegetal e contribuir para a conservação ambiental da área.

Os participantes seguiram para o Parque Estadual das Carnaúbas, na localidade de Timonha, onde realizaram uma trilha ecológica até a Cachoeira do Porão. Durante o percurso, foram promovidos momentos de observação da paisagem e de diálogo sobre os aspectos ambientais da região.

Em uma das paradas, a gestora do parque, Nara Rodrigues, apresentou informações sobre o território da unidade de conservação, destacando a diversidade de vegetação, a importância dos recursos hídricos para a manutenção dos ecossistemas e o papel do parque na preservação da biodiversidade regional.

Durante a apresentação, também foram abordados os principais desafios para a conservação do Parque Estadual das Carnaúbas, com destaque para as pressões exercidas sobre o território e as ameaças decorrentes das atividades de mineração no entorno da unidade de conservação. A gestora ressaltou ainda a importância da mobilização institucional e social em prol da efetivação da nova poligonal do parque, considerada fundamental para fortalecer a proteção ambiental da área e garantir maior segurança jurídica à gestão da unidade.

No período da tarde, os participantes conheceram os olhos d’água do Cocal, aprofundando as discussões sobre preservação ambiental, conservação das nascentes e gestão das águas.

O encerramento aconteceu com uma roda de conversa final, na qual os participantes compartilharam suas percepções sobre a experiência. Foram destacadas a importância da integração entre os diversos atores da bacia, a troca de conhecimentos e o fortalecimento das ações voltadas à gestão participativa dos recursos hídricos e à conservação ambiental.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *